segunda-feira, 14 de maio de 2012

Isa

Um dia, eu perdida no silencio das minhas lágrimas, me deparei com o seguinte fato: eu tenho você presente na minha vida. Eu fui abençoada com a sua amizade.

E a cada tropeço, a cada briga, ou desentendimento, nas minhas teimosias ou nas suas "empacadas", na minha constante busca pela "magia" das coisas você estava alí.

Eu não poderia descrever a imensa felicidade de comungar essa dadiva da amizade. Não poderia descrever a importância de me sentir aceita e amada.

Não somos parecidas, sequer agimos de forma semelhante, temos abismos entre nossas convicções. Discordamos de quase tudo nessa vida. Se brincar a unica coisa que concordamos é que chocolate é bom demais (e ainda assim não vamos concordar com qual é o melhor). Mas, somos amigas. Não por um motivo banal, mas porque Deus quis,  e ele quis que fossemos exatamente assim diferentes para que a gente aprendesse uma com a outra o que é o amor, a compreensão, o carinho a fraternidade. Nos aceitamos porque nos escolhemos e é assim a praticamente 25 anos.

FELIZ ANIVERSÁRIO MINHA QUERIDA AMIGA!!!!!

Mamãe


Só quem sabe o fardo de ser mãe pode entender outra mãe. Não que eu queira me dizer entendedora do assunto (visto que nunca fui mãe), mas compreendo que o amor de mãe deve ser algo muito difícil de lidar.

Mãe é um ser que ao escolher cultivar a vida, se desprende um pouco da própria, abdica de sua individualidade, para nunca mais estar sozinha novamente.

E essa renuncia de si mesma vem carregada de responsabilidades e medos. Ainda que mães sejam seres abençoados, são humanas. Cheias de erros e de acertos.

E quem nunca viu em sua própria mãe a figura de uma madrasta má em suas broncas e castigos? O amor de mãe compreende, ou pelo menos deveria, o amor severo: que cria, protege, guarda e educa. Por oras, será um amor calmo e tranqüilo, por ora rígido e responsável.

E como não errar sabendo que uma vida depende de você? Como aceitar e deixar que o indivíduo aprenda errando, se machucando, caindo? Porque uma verdadeira mãe sabe que jamais poderá poupar o filho das amarguras da vida, a verdadeira mãe prepara o filho para transpor os obstáculos e não a desistir perante eles... A verdadeira mãe ora será a heroína que salva o dia com bolinhos de chuva, cafunés e colos; outra hora será a vilã cruel com suas broncas, castigos, excessos de cuidados, ciúmes ou “humanidades”.

A questão é MÃE! Quisera eu que Deus por um descuido te fizesse eterna.

Feliz os dias da minha vida em que te tenho por perto!!!




Casualidades


Um dia a gente se depara com o tal do "encontro casual".
Mas, afinal o que quer dizer o bendito do encontro casual?

Momento pra fugir das formalidades, soltar as amarras e simplesmente curtir. Curtir o momento, as cores, os sabores, os sons. Um momento pra liberar o lúdico e desfrutar do ócio.

 O fato é que esse tal encontro casual, embora tenha  em sua origem uma questão de familiarização e descontração daqueles que a principio apenas se encontrariam em momentos formais, sem o compromisso de seguir formalidades e protocolos.

 Mas, sem as formalidades e as normas, as atitudes se tornam sem jeito. A gente não sabe onde colocar as mãos, o que deveria ser natural se torna difícil. Momentos de constrangimento, e depois, depois as coisas acontecem.

Encontros casuais se fazem quando a gente menos espera. Podem acontecer verdadeiramente ao acaso, naquele dia em que você resolve dar uma volta e acaba encontrando alguém aleatoriamente. Ou podem acontecer com dia e hora marcada aquela pessoa escolhida em um local pré definido, um encontro sem compromissos.

Podem até virar projetos de vida com todos os compromissos que requer aquela pessoa que te faria implorar para que o mundo parasse, com quem todas as horas seriam insuficientes.




Caçador de mim

"Por tanto amor por tanta emoção a vida me fez assim: doce ou atroz, manso ou feroz, eu - caçador de mim"


Essa musica sempre mexeu comigo, e a cada dia que passa mexe mais.
Não sei se sou só eu, ou se todo mundo é assim, se é fase ou não, mas o que sou é resultado do que vivi.
Não sou adepta a modelos, o que vale pra mim pode ser completamente falido pra você.

Sei que a vida tem vindo com um gosto cada vez mais encorpado, os dias quentes estão mais quentes e os frios estão mais frios, as alegrias cada vez maiores, as tristezas cada vez mais profundas. E os momentos de paz cada vez mais preciosos. Uma hipersensibilidade gritante e pungente domina meu ser, causando reações e sensações inesperadas e desproporcionais.

Ainda que os dias se tornem mais claros, que a "joie de vivre" dê sinais de sua existência, embora cada dia me revele mais o significado e a amplitude do "carpe diem", eu me deparo com a triste realidade de que estou, cada vez mais, me tornando individualista e fechada.Os meus prazeres são meus, meus medos são meus, quem tem que conviver com a carência ou com a plenitude sou eu.

Não acredito mais na história de que as pessoas nasceram pra encontrar um amor. Nascemos sozinhos, morreremos sozinhos, sentimos tudo sozinho pois, ainda que acompanhados, jamais saberemos realmente o que o outro sente. Acreditar que existe a necessidade de outra pessoa é limitar demais a existência. Precisamos, realmente, de duas pessoas: aquelas que nos geraram... e mesmo assim, olhe lá. Claro que ter alguém com quem compartilhar as coisas é, de fato, muito bom. Mas, para estar com alguém é necessário em primeiro lugar estar bem consigo mesmo.

Saí em busca de mim mesma, descobrindo prazeres, negando transtornos, tentando curar as feridas. Descobri a maravilhosa sensação de ser amiga de mim mesma. Ainda que muitas vezes eu aja como uma besta ferida, atordoada em si mesma e, atropelando todos os que atravessam seu caminho.Se hoje eu sou o que sou, se penso como penso, se ajo como ajo... é por conta das coisas que eu vivi, vi e aprendi. Não sou exemplo  de conduta, nem pretendo ser, não quero ser ou estar certa, só quero ser feliz.





sexta-feira, 11 de maio de 2012

Dandara II

Instantes após a experiencia de descoberta: de sua existencia, de seus sentidos. Passos... não foram passos apressados ou passos de quem anda desavisado por aí, passos de alquem que tenta esconder a aproximação.

Ela sentiu seu coração palpitar, a respiração teve de ser contida. Se encolheu como se numa concha, não estava propriamente vestida, apenas uma fina tela (como que de seda) cobria suas vergonhas. Não sabia o que esperar, suas lembranças estavam resumidas aos momentos anteriores e à imagem distorcida de um rapaz que ela não saberia dizer quem era.

Não sabia onde estava, ou quem era, ou o que devia esperar, a excitação aumentava, e sua curiosidade também.

"Quem vem lá? Te ouço, mas não o vejo..."

Então um barulho de gravetos se partindo foram ouvidos cada vez mais perto, e então, um menino de olhos negros e cabelos emaranhados, surge como um bicho assustado e indefeso. Ele inclina a cabeça para o lado, como se quisesse vê-la em seu melhor "angulo". Então ele sorri.

"Meu nome é Andrei, e o seu?"

Ela então corou, não se lembrava de nome algum... não sabia sequer como tinha chegado ali.

"Não sei, eu... eu não me lembro..."

"Quer que eu te dê um? Por certo que você não pode ficar sem um nome... eu tenho gosto muito de Dandara"

"Dan-da-ra -- ela repetiu bem devagar, como se saboreasse o nome -- É sim... pode me chamar de Dandara"

O menino então a fitou de cima a baixo, encantado com as formas delicadas da moça... quando finalmente disse:

"Você não pode ficar assim, certamente irá precisar de roupas."

E como se somente então ela tomasse consciência de sua nudez o rubor invadiu-lhe o rosto e ela se encolheu.
O rapaz sorriu e depositou suavemente uma camisa de linho em seus ombros....

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dandara

O dia começava com um olhar plácido, calmo, sereno quase triste. As folhas moviam-se como que dançando embaladas pelo vento, sussurrando histórias perdidas no tempo, antigas promessas, juras de amor, tristezas, alegrias.

A nostalgia era tamanha que enchia o coração, transbordando dos olhos daqueles que eram mais sensíveis. Talvez ela também tivesse se deixado levar pelo cenário bucólico, respirou fundo, o ar parecia encher-lhe não só os pulmões, mas o corpo todo. Seu corpo doía como se houvesse caído de uma grande árvore, sobre a rocha nua. Mas, não havia em seu corpo sequer um hematoma ou arranhão, tampouco havia uma grande árvore.

A vida parecia ser renovada a cada momento, podia sentir uma energia transformadora entrando por suas narinas e se espalhando pelo corpo. E então, um sentimento de conforto a dominou, e tudo que antes fora saudade agora parecia ser apenas:energia. Todo aquele cansaço, a agonia, a tristeza, virariam apenas energia. Uma energia tão forte e pura, capaz de transformar, capaz de criar.

Sua consciência não dizia onde estava ou quem era. Por um tempo quis se lembrar, lembrar de qualquer coisa. Depois, limitou-se a sentir. E como uma criança ela olhos suas mãos, acariciou sua própria pele, sentiu seu próprio calor, o corpo pesando contra o chão, então fechou os olhos e sentiu o vento tocando-lhe a face e, com os olhos fechados, viu o rosto, desfocado e desforme, de um rapaz. O sorriso lhe escapou pelos lábios, como se reconhecesse aquela pessoa.

Poderia ter durado uma eternidade esse momento de tranquilidade, em que ela testava seus sentidos, sentindo o toque, os cheiros, tentando escutar e entender os barulhos que as folhas faziam, que histórias elas contavam. Mas não durou muito mais de um quarto de hora, e então ela pode ouvir passos...


Há algum tempo venho ensaiando voltar a escrever, vez ou outra arrisco algumas palavras, as vezes surgem algumas idéias... mas assim como elas vem, elas vão... e acabo não concretizando, não deixando registrado o tanto de asneiras que me povoam o pensamento....

Então decidi, que vou separar os assuntos entre causos, desabafos e delírios.
Causos são causos, aumentados ou diminuidos, com ou sem os nomes dos personagens, mas é principalmente para quando eu não tiver com a mínima idéia do que escrever... relembrar é viver!
Desabafos, serão aqueles pensamentos sobre qualquer coisa, sobre sentimentos, momentos, qualquer coisa, a categoria "desabafo" aqui será nada mais, nada menos do que devaneios da autora.

E os delírios... esses são os quase sonhos, que embora eu esteja acordada, cada detalhe é criado e cada movimento, cada contexto é forjado para que se saia da rotina e abra as janelas da imaginação....

Vamos ver se dessa vez vai... rs.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Entre umas e outras

Entre umas e outras me perdi de mim mesma, coisas que sempre acreditei desabaram em minha cabeça. E entre umas e outras refiz meu mundo com ilusões de uma realidade que nunca existiu.

O grande problema de se perder de si mesma é que, sem norte, qualquer rumo é válido, mesmo que seja o mais fundo abismo.

A sorte é que ninguém consegue se perder completamente, e uma hora ou outra a natureza resurge e, o que é melhor, mais forte que antes.

Dois anos sem atualizar o blog, não por falta de assunto, mas por falta de coragem. O que nasceu com a promessa de ser um escritório sentimental, com histórias e lendas, e contos de fadas. Ficou desabilitado por falta de animo.

Me pergunto se era o blog que estava de folga ou se era eu quem não estava "alway". Vai saber.

Só sei que entre umas e outras, resolvi voltar, e preencher esse espaço em branco, nem que seja com devaneios de uma mente que não para. Talvez, para aliviar o que me vem a garganta e que não sei como desabafar, talvez como forma de "voltar a vida" ou de me ausentar dela.

Entre umas e outras, esse é apenas um texto de alguém que se achou!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Pai sempre tem razão.....

Quando Hemenergilda era pequenina tinha mania de abraçar todo mundo. Mas, ela começou a crescer e em determinada idade seu pai, um homem vivido e esperto, diz a sua linda filhotinha:
- "Minha filha, você está crescidinha, então guarde o que eu vou te dizer com sabedoria.... Não abrace pessoas do sexo oposto que sejam menores que você"...
A menina guardou as palavras com carinho, mas como sempre andara com pessoas mais baixas, nunca dera a devida atenção às palavras do sábio papai.
Certa feita, muitos anos depois, ela saí para dançar com as amigas, tudo lindo! Musica boa, pessoas legais... Eis que, um rapaz conhecido do grupo começa a conversar com as meninas, de uma hora para outra o DJ resolve que tudo ficaria mais lindo se tocasse forró! Maravilha, ela pensou, ADORO FORRÓ!!!!
Então, aquele garoto simpático resolve chamá-la para dançar e ela muito simpaticamente aceita o convite...
Mas, ooooooopssss, garoto alguns centímetros mais baixo, ficava na altura da comissão de frente da garota...Hemenergilda, constrangida, descobre a profundidade das palavras de seu papai, mas, já era tarde, já havia aceitado a dança...
Praticamente sentada nas proprias pernas... dançando agaçada mesmo, ela pensa... "Por que não escutei papai???" Embora continuasse dançando... TUDO PELO SOCIAL.

Tadinha da Hemenergilda, não lembrou das palavras do papai e passou o sábado com as pernas para cima, com as panturrilhas doendo pensando: PAPAI SEMPRE TEM RAZÃO!!!!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tempo, tempo, tempo, mano velho....

Tempo amigo seja legal.....

Tem horas que quanto mais tempo, maior o desespero...
Tem horas que quanto mais tempo, mais se precisa de tempo...
Tem horas que a gente quer voltar o tempo, lá onde a felicidade existia...
As vezes o que a gente precisa é que o tempo passe pra curar dores do presente.

Deixei o tempo correr, e não atualizei o blog... mas é que é tanto tempo, que isso tem ficado pra depois. Acontece!